Sábado, 15 de julho de 2006

 

São Boaventura (bispo e doutor), ofício de memória, 2ª do Saltério (Livro III), cor branca

 

Levanta-te, vem para o meio (CF 2006)

 

“A injustiça feita a um, é uma ameaça para todos.” (Montesquieu)

 

ORAÇÃO DO DIA:Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: Isaías (Is 6, 1-8)

TODA A TERRA ESTÁ REPLETA DE SUA GLÓRIA

 

[1]No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. [2]Havia serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas, duas cobriam-lhes o rosto, duas, os pés e, com duas, eles podiam voar.

 

[3]Eles exclamavam uns para os outros: "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória". [4]Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. [5]Disse eu então: "Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos".

 

[6]Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, [7]e tocou minha boca, dizendo: "Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado". [8]Ouvi a voz do Senhor que dizia: "Quem enviarei? Quem irá por nós? Eu respondi: "Aqui estou! Envia-me". Palavra do Senhor!

 

Comentando a 1ª Leitura (1)

SOU APENAS UM HOMEM DE LÁBIOS IMPUROS, MAS EU VI COM MEUS OLHOS O REI, O SENHOR DOS EXÉRCITOS

 

A vocação de Isaías propõe o tema de nossa vocação. Todo batizado é chamado a dar testemunho de Deus e de sua mensagem de salvação, também num mundo hostil, firmado na palavra de Cristo: “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo…” (Mt 10, 28)

 

Para Isaías, descobrir a santidade de Deus e sua glória universal torna-se a base de uma vocação. Não é importante definir filosoficamente Deu, embora se saiba fazê-lo; é importante, porém, que aquilo que se sabe de Deus influa em toda a nossa vida, transforme-ª Tudo na palavra de Isaías fala da “santidade e glória” de Deus. Por isso, sua mensagem é sempre mensagem de “conversão”, de entrega à vontade de Deus, de colaboração em sua obra. Ver a Deus é “irradiá-lo” como calor e luz.

 

Salmo: 92(93), 1ab.1c-2.5 (R/.1a)

REINA O SENHOR, REVESTIU-SE DE ESPLENDOR

 

Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e esplendor!

 

Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

 

Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!

 

Evangelho: Mateus (Mt 10, 24-33)

NADA HÁ DE ESCONDIDO QUE NÃO SEJA CONHECIDO

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [24]"O discípulo não está acima do seu senhor.

 

[25]Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares!

 

[26]Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. [27]O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! [28]Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!

 

[29]Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. [30]Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. [31]Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais.

 

[32]Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. [33]Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus. Palavra da Salvação!

 

Comentando o Evangelho (2)

O MODELO DO DISCÍPULO

 

Basta olhar para a vida e o destino de Jesus para saber qual será a sorte de seus apóstolos. Não haverá engano! As reações provocadas pela pregação de Jesus seriam também provocadas pela pregação dos apóstolos. As perseguições desencadeadas por causa dos milagres do Mestre seriam também desencadeadas por causa do ministério apostólico a serviço da vida. De certo modo, isto pode servir de referencial para a veracidade do seu ministério. Se forem cobertos de honrarias e receberem o reconhecimento dos grandes e poderosos, é sinal de que algo não está correto em sua pregação. É normal que as pessoas denunciadas pela pregação deles se ergam furiosas para combatê-los.

 

A certeza de gozarem a proteção do Pai do Céu devia fazê-los anunciar sem temor. Se o Pai cuida dos mais simples elementos da natureza, não haveria de se importar com os apóstolos de seu Filho? Esta certeza dá-lhes forças para resistir. Afinal, eles devem temer somente o Pai, porque ele tem o poder não só de tirar-lhes a vida física, como fariam seus perseguidores, mas também de lançá-los na condenação eterna.

 

O discípulo medroso corre o risco de fraquejar e, num momento de tribulação, renegar o Mestre. Para aquele, está reservada a sorte de ser renegado por Jesus, quando se apresentar diante do Pai.

 

SÃO BOA VENTURA (3)

 

Além de prático, especulativo, Boaventura era dono de um bom senso admirável. Dedicou-se à ordem dos franciscanos, que crescia velozmente junto com a Igreja. Como são de Aquino, foi também discípulo de Alexandre de Hales, em Paris. Nessa cidade trabalhou como professor de teologia, em seguida, com apenas trinta e seis anos, foi eleito Ministro Geral dos frades Menores e logo após, mesmo já havendo recusado tal honraria por devoção a sua humildade.

 

Tornou-se cardeal: aceitou a consagração episcopal em obediência. Boaventura recebeu das mãos do papa o encargo de preparar o segundo Concilio de Lião. Para esse evento, foi convidado também Santo Tomás de Aquino, que não pôde participar devido a seu falecimento ocorrido a alguns meses antes da abertura do concilio do dia 7 de maio de 1274. A morte de São Boaventura foi assistida pessoalmente pelo Papa. Sua doutrina religiosa estava fundamentada na caridade e assim escreveu em seu livro, "O itinerário da mente para Deus".

 

Neste pequeno trecho de seu livro ele narra a sua devoção e fé: "Não basta a leitura sem unção, não basta especulação sem devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circunspeção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça". Foi declarado doutor da Igreja, em 1588.

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1 Missal Cotdiano, ©Paulus, 1997

2 Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997

3 http://www.camilianos.org.br

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