Terça-feira, 7 de novembro de 2006
31ª Semana do Tempo Comum (ano par), 3ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica verde

Levanta-te, vem para o meio (CF 2006)
Ao conquistares novos amigos, não te esqueças dos velhos. (Terêncio)
I Leitura: Filipenses (Fl 2, 5-11)
HUMILHOU-SE A SIM MESMO
Irmãos, [5]tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. [6]Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, [7]mas ele esvaziou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, [8]humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. [9]Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. [10]Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, [11]e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” — para a glória de Deus Pai. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura (1)
HUMILHOU-SE A SIM MESMO, POR ISSO, DEUS O EXALTOU
O risco das corridas automobilísticas ou das acrobacias do circo deixa-nos suspensa a respiração por força da emoção. Conhecemos bem um dos dois pólos, o da partida, mas o outro é uma incógnita, as mais das vezes cheia de ciladas. Ao contrário, não estamos habituados a encarar encarnação como um risco, mas como coisa de livro. Não temos experiência da natureza divina e conhecemos mal o homem. Quando este salto da eternidade no tempo nos é proposto como modelo de caridade, se não refletirmos seriamente, corremos o risco (este, sim, grande risco) de tomá-lo como simples paradoxo sem incidência concreta. “Dar a vida pelos irmãos” pode ser mera frase feita, se a experiência de um evangelho vivido pessoalmente não nos der um mínimo de base vital comum com Cristo encarnado, crucificado e ressuscitado.
Salmo: 21 (22), 26b-27.28-30a.31-32 (+26a)
Ó SENHOR, SOIS MEU LOUVOR EM MEIO À GRANDE ASSEMBLÉIA!
Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão; seus corações tenham a vida para sempre!”
Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. Somente a ele adorarão os poderosos.
Toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará, o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!”
Evangelho: Lucas (Lc 14, 15-24)
FELIZ AQUELE QUE COME O PÃO NO REINO DE DEUS
Naquele tempo, [15]um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” [16]Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. [17]Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.
[18]Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. [19]Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.
[21]O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
[22]O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. [23]O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. [24]Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”. Palavra da Salvação!
Comentando o Evangelho (2)
ESTÁ TUDO PRONTO!
A participação na salvação oferecida à humanidade é iniciativa de Deus, que convida e motiva cada ser humano. Entretanto, nada se resolve sem a livre decisão de quem é convidado e se empenha em dizer "sim".
Na parábola, muitos convidados recusam-se a acolher o convite do Pai. Apesar da deferência: o banquete é para eles; da gentileza: o senhor manda convidá-los pessoalmente; e da expectativa de que venham, eles se recusam a comparecer. Eram todos ricos: proprietários de terras, pecuaristas, gente de condição social. Cada qual apresentou sua justificativa. Não estavam interessados em participar do banquete. Por isso, se auto-excluíram.
Diante da recusa dos ricos, as atenções voltaram-se para os pobres, aleijados, cegos e coxos. A sala do banquete ficou repleta deles. Foi uma reviravolta formidável!
Quem está demasiadamente preocupado com seus afazeres e propriedades, falta-lhe tempo para as exigências do Reino, mas também pode ver-se definitivamente excluído dele. É impossível salvá-lo contra sua própria vontade. Só quem se torna pobre, tendo o coração desapegado dos bens materiais e sempre disponível para Deus, terá a alegria da salvação. A riqueza polariza de tal modo o coração humano, a ponto de torná-lo surdo aos apelos divinos. Já a pobreza predispõe-no a estar sempre atento, e assim poder atender, sem demora, o convite do Senhor.
SÃO VICENTE GROSSI (3)
Filho de família modesta e muito amado por todos, aos 19 anos de idade entrou no seminário de Cremona e em 1869, aos 24 anos de idade, tornou-se sacerdote. Em 1873 foi nomeado pároco de Regona. Nessa paróquia, deu início a uma nova congregação religiosa, a das Filhas do Oratório que agrupava moças para visitas e ajudas aos mais necessitados. Dez anos após foi transferido para a Paróquia de Vicobellignano, onde permaneceu até o fim de sua vida. Em 1983, já havia 59 casas e 455 religiosas. Esse santo representa todos os humildes sacerdotes dedicados à curas das almas, santificando as pessoas a ele confiadas.
1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997
2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano C, ©Paulinas, 1996
3
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