Definição:

"palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna" (Sto. Agostinho);
Falta contra a razão, a Verdade, a consciência reta;
Falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo.

Implica uma conversão à criatura e amor de si mesmo em detrimento de Deus.

Pode ser mortal ou venial.

É mortal quando "mata" a graça santificante, isto é, quando ataca em nós a caridade. Acontece quando um ato humano (com plena advertência e livre) que possua uma matéria grave é cometido.

Um pecado venial ocorre quando faltam a matéria grave, a plena consciência ou a devida liberdade, isto é, quando ao menos um dos elementos necessários a que o pecado seja mortal não aparece.

O pecado mortal anula o estado de graça (justificação) e o fiel não deve, então se aproximar da Comunhão.

Os pecados veniais não retiram o estado de graça e suas culpas podem ser apagadas, por exemplo, pela Eucaristia.

Todo pecado acarreta dupla conseqüência: a responsabilidade pessoal e os danos provocados pela ação.

A responsabilidade, ou culpa, é reparada ordinariamente pelo Sacramento da penitência, ao passo que os danos provocados pelo pecado, chamados de "penas temporais", necessitam de boas obras que as expiem. Um outro modo de redimir-se das penas temporais é lucrar uma indulgência.

Numa confissão, há a obrigação de dizer ao sacerdote todos os pecados mortais.

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O primeiro conceito de pecado está ligado à violação de um tabu (Js 7,24-26; 9,20; 1Sm 15,3-32; 2Sm 1,14s; 6,1s).

No AT o pecado está ligado à relação do homem com Deus. O pecado implica em infidelidade à aliança, em traição ao amor de Deus, em separação da comunidade. Para Jesus, pecador é quem não observa a vontade de Deus expressa pela Lei (Mt 9,13; 19,17-29). Jesus denuncia o pecado, mas é amigo dos pecadores (Mt 11,19; LC 15,1s) e lembra que Deus está pronto a perdoar (LC 11,4; 15,1-34; 18,13).

O pecado é a tentação do ser humano de dominar a Deus (Gn 3,1-19; Eclo 3,26-29; 10,12s; Jó 21,14-16; 22,17s; 1Sm 2,1-10).

O pecado é uma desobediência a Deus, um atentado contra o amor de uma pessoa (Dt 11,16; Dn 9,5-9; Is 50,1; Os 2,4-9; Jr 3; Ez 16; Tg 4,4-10).

Paulo descreve a origem do pecado, mal que aflige a humanidade toda (Rm 1-5), mas que encontra o remédio na redenção operada por Cristo (Rm 6-8). O pecado para ele é uma escravidão à Lei e ao mundo (Rm 6,6; 7,5-23; Gl 4,3). Mas pela fé em Cristo e pela prática do amor ao próximo o cristão fica livre de todo pecado (Rm 13,8-10; 1Cor 13,4-7).

Para João, o pecado por excelência é o "príncipe deste mundo" (Jo 3,19-21; 8,44; 16,11).

Do coração procede todo o pecado (Ex 20,17; Jó 31,4-37; Mt 12,33-37; 15,19s).

Cristo veio por causa dos pecadores, não por causa dos justos (LC 12,1s; 5,32; 19,1-10; Mt 9,1-13).

pecado original (Gn 3,1-24; 11,1-9; Rm 5,12-21; 1Cor 15,21s; Rm 3,23).

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O pecado venial enfraquece a caridade; traduz uma afeição desordenada pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal. Mas o pecado venial não quebra a aliança com Deus. É humanamente reparável com a graça de Deus. "Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade nem, por conseguinte, da bem-aventurança eterna."

O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves, não os consideras insignificantes: se os consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objetos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio; um grande número de grãos faz um montão. Qual é então nossa esperança? Antes de tudo, a confissão… (CIC 1863)

Pecado e corpo

– O pecado venial enfraquece a caridade; traduz uma afeição desordenada pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal. Mas o pecado venial não quebra a aliança com Deus. É humanamente reparável com a graça de Deus. "Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade nem, por conseguinte, da bem-aventurança eterna."

O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves, não os consideras insignificantes: se os consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objetos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio; um grande número de grãos faz um montão. Qual é então nossa esperança? Antes de tudo, a confissão… (CIC 1863)

– Já no homem, tratando-se de um ser composto, espírito corpo, existe certa tensão, desenrola-se certa luta de tendência entre o "espírito" e a carne . Mas essa luta, de fato, pertence à herança do pecado, é uma conseqüência dele e, ao mesmo tempo, uma confirmação, e faz parte da experiência do combate espiritual: Para o Apóstolo, não se trata de discriminar e condenar o corpo que, juntamente com a alma espiritual, constitui a natureza do homem e sua subjetividade pessoal.

Ele quis tratar sobretudo das obras, ou melhor, das disposições estáveis virtudes vícios moralmente boas ou más, que são fruto da submissão (no primeiro caso) ou, pelo contrário, de resistência (no segui do caso) à ação salvífica do Espírito santo. Por isso o Apóstolo escreve: "Se, portanto, vivemos pelo espírito, caminhemos também segundo o espírito" (Gl 5,25). (CIC 2516)

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santos:

"Oh! Se os homens soubessem de quantos bens de luz divina os priva esta cegueira causada pelos seus apegos e afeições desregradas, e em quantos males e danos os fazem cair cada dia por não se quererem mortificar."

"Quem evita as pequenas faltas não cometerá maiores; mas até nas pequenas há grande perigo, porque por elas se abre a porta do coração."

"Alguns têm em pouco suas faltas; outros se entristecem em demasia quando vêem suas quedas, pensando que já haviam de ser santos; e, assim, aborrecem-se contra si mesmos, com impaciência, o que é outra imperfeição."
(S. João da Cruz)

“Na Paixão e morte de Cristo, os nossos pecados foram apagados. Se acolhermos com fé essa verdade, aceitando fielmente, e sem reservas, o Cristo por inteiro, de modo a escolher e trilhar o caminho da imitação de Cristo, Ele, através de sua Paixão e morte nos conduzirá à glória da ressurreição.”
(Santa Teresa Benedita da Cruz )

“Não somos santas que choramos nossos pecados: alegramo-nos pois eles servem para glorificar a misericórdia de Deus.”

"O pecado mortal não me tiraria a confiança."
(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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pensamentos:
"Senhor, aceito a morte em remissão dos meus pecados, quando quiseres, onde quiseres, como quiseres. Agora mesmo, se assim o quiseres. Mas também gostaria de pular o Purgatório "a la torera"..
Senhor, se me concedes um pouco mais de tempo – spatium verae paenitentiae (tempo de verdadeira penitência) -, para apagar com muito amor os meus pecados e preencher todos os buracos – as omissões – que há na minha vida, eu vou ficar muito agradecido." (Pe Ângelo Ballbé)


Referência: Pastoralis; Catecismo da Igreja Católica 1849-63 ; http://www.bibliacatolica.com.br; – SCIADINI ocd, Patrício. "São João da Cruz de A a Z", São Paulo: Edições Loyola, 2003; Catecismo da Igreja Católica

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