Terça-feira, dia 23 de Setembro de 2008

São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968

Livro de Provérbios 21,1-6.10-13.

O coração do rei é como água corrente nas mãos do Senhor, Ele o dirigirá para onde quiser. Os caminhos do homem parecem-lhe sempre retos, mas é o Senhor quem pesa os corações. A prática da justiça e da equidade é mais agradável ao Senhor que os sacrifícios. Olhares altivos, coração soberbo: a lâmpada dos ímpios é o pecado.

Os projectos do homem diligente têm êxito, mas quem se precipita cai certamente na ruína. Os tesouros adquiridos pela mentira são vaidade passageira e laço de morte. A alma do ímpio deseja o mal; não terá compaixão do seu próximo.

Com o castigo do insolente, o ingénuo ficará mais sábio; quando se adverte o sábio, ele adquire mais saber. O justo está atento à família do ímpio, e precipita os maus na desventura. Aquele que se faz surdo ao clamor do pobre, também um dia clamará e não será ouvido.

Livro de Salmos 119,1.27.30.34.35.44.

Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!

— Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!
— Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!

— Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos.
— Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.

— Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade.
— Cumprirei constantemente a vossa lei, para sempre, eternamente a cumprirei!

Evangelho segundo S. Lucas 8,19-21.

Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão. Anunciaram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.» Mas Ele respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.»

Da Bíblia Sagrada

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Últimos Diálogos, 21/08/1897

Ela vivia de fé como nós

Como eu gostava de ser padre para pregar acerca da Virgem Santa! Uma só vez bastava-me para dizer tudo o que penso a esse respeito.

Teria, primeiro, feito entender a que ponto se conhece mal a sua vida. Não precisaria de dizer coisas inacreditáveis ou que não se sabem; por exemplo, que muito pequenita, aos três anos, a Virgem Santa foi ao Templo oferecer-se a Deus com sentimentos ardentes de amor e absolutamente extraordinários; quando ela lá foi talvez simplesmente para obedecer a seus pais…

Para que um sermão sobre a Virgem me agrade e me faça bem, preciso de ver a sua vida real, não a sua vida suposta; e estou certa de que a sua vida real devia ser muito simples. Mostram-na inabordável, era preciso mostrá-la imitável, fazer ressaltar as suas virtudes, dizer que ela vivia de fé, como nós; dar provas pelo Evangelho onde lemos: «eles não compreenderam o que lhes dizia» (Lc 2,50). E esta outra, não menos misteriosa: «Os seus pais ficavam admirados com o que diziam dele» (Lc 2,33). Essa admiração supõe uma certa estranheza, não acham?

Sabe-se bem que a Virgem é a rainha do Céu e da terra, mas é mais mãe que rainha, e não é preciso dizer, por causa das suas prerrogativas, que ela eclipsa a glória de todos os santos, como o sol ao nascer faz desaparecer as estrelas. Meu Deus! Eu penso exactamente o contrário, creio que ela aumentará muito o esplendor dos eleitos.  Está certo falar das suas prerrogativas, mas não é preciso dizer que isso…

Quem sabe se alguma alma não iria mesmo sentir um certo afastamento em relação a uma criatura tão superior e não diria para consigo: «Se assim é, mais vale brilhar tanto quanto se possa num cantinho».

O que a Virgem tinha a mais do que nós é que ela não podia pecar, que estava isenta de pecado original, mas, por outro lado, teve muito menos sorte do que nós porque não tinha Virgem Santa para amar, e é uma grande doçura a mais para nós.

Paz e Bem!

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