O ROSÁRIO – ORIGEM E IMPORTÂNCIA DESSA ORAÇÃO

A oração sempre foi e sempre será o melhor meio pelo qual nos achegamos a Deus mais rapidamente, assim nos mostrou Jesus, Maria e todos os santos e santas em todos os tempos.

“O Rosário da Virgem Maria (Rosarium Virginis Mariae), que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milénio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério da Igreja”. (Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do Papa João Paulo II). “A piedade medieval do Ocidente desenvolveu a oração do Rosário como alternativa popular à Oração das Horas,” (CIC 2678), que comumente chamamos Ofício Divino ou Breviário. “Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria”. (Acidigital).

“No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios”. (Acidigital).

“A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário, a rosa de todas as devoções, é, portanto, a mais importante delas.” (Acidigital).

“O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal. No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. A oração verbal consiste em recitar vinte dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário”. (Acidigital).

“A meditação de cada mistério acha sua base na Sagrada Escritura. Em sua maioria, os as leituras são dos Evangelhos, mas também há trechos do Antigo Testamento que ajudam a compreender o que se passa na ocasião, ou comentários doutrinários sobre elas contidos nas epístolas. Os dois últimos mistérios (Assunção e coroação) não estão no Evangelho, mas profetizados: por exemplo, no Livro de Judite, uma mulher salva o povo; nos Salmos, há freqüentes elogios a uma figura feminina, presentes também no Cântico dos Cânticos; e, definitivamente, no Apocalipse, um sinal nos céus apresenta uma mulher como Rainha, que a Tradição Apostólica, desde os primeiros tempos, afirmou tratar-se de Maria”. (Wikipedia).

Assim são compostos os Mistérios: Mistérios Gozosos (segundas e sábados). O tema é a concepção, nascimento e infância de Jesus Cristo. Mistérios Luminosos (quintas-feiras); São aqueles acrescentados há pouco tempo (16/10/2002) pelo Papa João Paulo II e abordam a vida do Filho de Deus, seus milagres, pregações e feitos importantes. Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras) Neles medita-se a Paixão e Morte do Senhor; e, Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos), onde meditamos a glorificação de Jesus e Maria.

“A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual (com exceção dos Mistérios Luminosos) em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados”. (Acidigital).

Portanto, Maria é a mulher-oração perfeita, porque ela é também aquela que sabe ouvir a Deus em seu silêncio sagrado e nesse silêncio se une ao Altíssimo com todo o seu querer para fazer somente aquilo que é do seu agrado. Em outras palavras, a Virgem mantém-se em perfeita comunhão com a vontade de Deus Pai, pois, seu Filho amado é o elo perfeito que a introduz pelo Espírito Santo no seio da Santíssima Trindade; desse modo, ela absorve tudo o que pertence à Trindade; como a planta que vive da seiva que recebe da fecundidade do solo e dá frutos no tempo devido; por isso, ela é nossa intercessora por se encontrar plenamente em Deus Uno, dando frutos em nosso favor, que são as graças que por seu intermédio recebemos.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

PS: Fontes: Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do Papa João Paulo II; CIC – Catecismo da Igreja Católica; Acidigital – http://www.acidigital.com/rosario/; Wikipedia -http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Rosário