RECOMENDAÇÕES NA LUTA CONTRA O MAL

Cuidado, somos severamente tentados quando damos atenção aos apelos dos nossos instintos, de nossa carnalidade e não às graças que Deus nos concede para que possamos vencê-las. Precisamos ficar atentos ao que nos diz o Senhor a cada instante, de modo especial, quando estamos em perigo de cairmos em tentação, pois o inimigo de nossas almas faz de tudo para tirar a nossa atenção do Senhor; para que assim nos tornamos presas fáceis de suas sugestões perniciosas.

A curiosidade tem sido um meio de múltiplas quedas para os homens; a pessoa curiosa está sempre saindo do essencial para ouvir ou ver pretensas novidades, com isso, na maioria das vezes, envenena a própria vida e a dos outros com estórias que não correspondem aos fatos em si pelos acréscimos à eles dados. Toda pessoa por demais curiosa não percebe que a curiosidade lhe é uma armadilha funesta, por isso, no mais das vezes, se lança cegamente para onde sua curiosidade a leva, com isso, quase sempre se dá mal. Ora, a oração de intercessão é o melhor remédio para curar a alma ferida pela curiosidade mórbida.

Vejamos o que nos ensina São Pedro em uma de suas cartas: “Assim, pois, como Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento: quem padeceu na carne rompeu com o pecado, a fim de que, no tempo que lhe resta para o corpo, já não viva segundo as paixões humanas, mas segundo a vontade de Deus. Baste-vos que no tempo passado tenhais vivido segundo os caprichos dos pagãos, em luxúrias, concupiscências, embriaguez, orgias, bebedeiras e criminosas idolatrias”. (1Pd 4,1-3).

Agora ouçamos o que disse o Senhor Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mc 14,38). Com isso, Jesus nos ensinou que a oração é uma arma poderosíssima na luta contra o mal; e que por ela nos aproximamos de Deus e permanecemos em constante comunhão com Ele. A oração, de certo modo, é como o respirar da alma que se eleva para Deus; ora, nossa experiência nos revela que sem o ar que respiramos não temos vida, da mesma forma, a alma sem oração permanece em estado mórbido, sem a graça vital que a santifica e fortalece na luta contra si mesmo e contra todo mal; porque “sem oração não há vitória” (Santo Afonso de Ligório).

Portanto, quem deixa a novidade divina obtida por meio da vida de oração, para se entregar às pretensas novidades deste mundo, torna-se hostil a Deus e peca por afastar-se dele.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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