SOBRE CASTIDADE

A castidade é um tesouro inesgotável para quem a vive, porque saboreia o prazer do verdadeiro amor. Uma alma casta é uma alma pura, livre da corrupção e da malícia, porque a castidade é um valor eterno; ela deve ser vivida também pelos cônjuges, pois, para eles a castidade não significa abstinência sexual, mas a vivência da sexualidade como um dom, como graça de Deus que os santifica.

A castidade é um dos frutos do Espírito Santo na alma humana, por isso, ela pode ser vivida tranquilamente por solteiros e casados, porque a força do Espírito mesmo nos impele a degustar esse fruto admirável de sabor inigualável, visto que vem de Deus como uma benção antecipada de Seu Reino.

“Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz. Porque o desejo da carne é hostil a Deus, pois a carne não se submete à lei de Deus, e nem o pode. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele”. (Rm 8,5-9).

Toda criatura humana já nasce consagrada a Deus por sua virgindade; esta é uma marca registrada com a qual o Altíssimo nos autentica como seus filhos e filhas. Ocorre que por tentar viver uma pretensa liberdade, muitos se desviam dos desígnios do Senhor, pecando contra o próprio corpo, templo do Espírito Santo, e com isso atraem sobre si toda espécie de impureza, malícia, perversão, traição, maledicência, hedonismo.

A ninguém Deus deu permissão ter acesso ao próprio corpo ou ao dos outros sem sua benção. Logo, ser abençoados por Deus nos dons naturais que Dele recebemos é fundamental para vivermos verdadeiramente de acordo com a sua vontade neste mundo. Por sermos obra do Senhor, precisamos viver a dimensão sexual em conformidade com os seus desígnios expressos no sexto e nono mandamentos: não pecar contra a castidade e não desejar o cônjuge alheio.

Isso significa que precisamos viver nossa sexualidade como consagrados de Deus, ou seja, para os cônjuges viver a vocação à santidade como expressão da união sacramental e espiritual e para os leigos e religiosos como antecipação do que seremos na glória eterna no Reino dos Céus.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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