Category: Reflexão do Dia


a voz do silencio

INSATISFAÇÃO, VAZIO EXISTENCIAL, MELANCOLIA, QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Para muitos esse nosso tempo é um tempo de pavor e trevas, pois sua vida, seu passado, suas memórias, lhes trazem histórias de abuso sexual, tragédias familiares, violências, degradação dos valores humanos e religiosos, falta de bens necessários para a sobrevivência; ou consumismo exagerado por parte dos mais abastados; uma vida de vícios e contra tempos, desemprego, bullyning e outros tormentos, como traumas pela ausência do pai ou da mãe, maus tratos, etc. Enfim, uma somatória de desordens existenciais que os torna indivíduos perdidos num mundo repleto de frenesi e outros desvios comportamentais, capazes de escândalos e traumas sem proporção.

Ora, somos obras perfeitas das mãos de Deus, criados em Jesus Cristo, para as boas ações que Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos (cf. Ef 2,8-10). E tudo isso conforme as leis do Senhor escritas em nossas almas, pois Deus imprimiu seu código santo em nossa vida, como também está impresso o código genético em nossos corpos. Porém, toda essa grandeza divina que se faz presente em nós, pode se perder caso não cultivemos as virtudes eternas que o Senhor nos concedeu em seu amor.

De fato, só tem uma coisa que nos pode levar a essa perda, é o famigerado pecado, que consiste no desligamento de Deus, porque em Deus não há pecado e nem mesmo sombra de instabilidade (cf. Tiag 1,13). Cabe a nós vivermos em comunhão com Ele pela ação do Espírito Santo, presente na alma de todo batizado; ou ainda pela fé mesmo que seja natural, que leva o homem ao encontro com Cristo Jesus, nosso Senhor, que cura, salva e faz feliz todo ser humano que o encontra e nele permanece.

Então, eis a pergunta que não quer calar, por que vivemos num mundo de tantos conflitos e confusões? Porque os homens tornaram-se inimigos de si mesmos por causa dos bens materiais, que geram conflitos raciais, religiosos, ditatoriais; por causa da corrupção e outras condutas perversas que geram revolta contra Deus e o seu Cristo; por causa dos terríveis efeitos dos pecados que tem destruído milhões vidas; por causa da impunidade tamanha; por causa da maldade que é tanta; por causa dos pecados contra a natureza; por causa da rudeza de tantos corações.

O resultado é esse mundo repleto de indivíduos mal amados, frustrados, deprimidos, endemoniados; onde suas ações revelam não só a face tenebrosa da maldade, mas o próprio mal agindo por meio deles. Eis as causas de tanto sofrimento e desespero na face da terra, que se encaminha à passos largos para o caos definitivo. Guerras, fome, peste, aquecimento global, catástrofes naturais; loucura generalizada, etc. Sem contar tantas outras práticas abomináveis, com a conivência dos poderes constituídos (político, jurídico, social), que revelam a intolerância e a incapacidade humana para resolver os problemas criados por todos que se dão a essas práticas. E assim, segue este mundo como um barco perdido em alto mar dominado por ondas revoltas, singrando sem rumo certo, prestes a afundar.

De fato, a tudo e a todos foi um tempo, que aliás, enquanto vida natural tivermos, Deus renova esse tempo todos os dias sem nunca deixar de fazê-lo. Todavia, existe o fim desse tempo e ele se cumprirá sem dúvida alguma. Ora, vemos esse fim acontecer nas coisas da vida e no viver dos outros, certamente um dia chegará a nossa vez e veremos isso acontecer conosco, mas será que estaremos preparados? Boa pergunta que requer uma boa resposta, caso contrário, é sinal de que não estamos correspondendo a tudo o que Deus tem nos dado, ao longo de nossa vida.

Com efeito, assim escreveu São Paulo: “Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus. Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. [Por isso], Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas. Mas tudo isto, ao ser reprovado, torna-se manifesto pela luz. E tudo o que se manifesta deste modo torna-se luz. Por isto (a Escritura) diz: Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará (Is 26,19; 60,1)!” (Ef 5,15-17; 8-14).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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AS PROFECIAS DA HUMANAE VITAE, DE PAULO VI

Por Everth Queiroz Oliveira

Gostaria de aproveitar este tempo de Carnaval para escrever alguma coisa sobre as profecias feitas pelo Papa Paulo VI na encíclica Humanae Vitae, de 1968.

Primeiro, o que uma coisa tem a ver com a outra? Simplesmente tudo, caro leitor. No tempo do Carnaval parece que os hormônios da galera vêm à tona com muito mais força. Sim, há muita gente juntando as ferramentas de pesca e indo ao rancho para aproveitar o sossego da natureza; tem muita gente indo a um bom retiro espiritual para rezar e desagravar o Coração de Jesus; mas, ao mesmo tempo, há muitos – muitos mesmo! – aproveitando a festa para cair na gandaia, “encher a cara” e virar a noite sem pensar em nada, mais ou menos no estilo de “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos!” (Is 22, 13; 1 Cor 15, 32).

Danças imorais, roupas extravagantes, sexo sem compromisso, bebedeira liberalizada… Todos estes retratos integram um álbum sujo que contam a história da modernidade. Mas um senhor velho, sentado numa cátedra bimilenar, já anunciava a vinda de todos os males que hoje contemplamos com tristeza no olhar. Queremos falar, aqui, de um modo mais específico, dos alertas de Paulo VI sobre os problemas que uma mentalidade contraceptiva traria à sociedade – problemas que já estamos experimentando. Todas as previsões acertadas deste Pontífice estão compendiadas no número 17 da encíclica Humanae Vitae. Destacamos:

“Os homens retos poderão convencer-se ainda mais da fundamentação da doutrina da Igreja neste campo, se quiserem refletir nas consequências dos métodos da regulação artificial da natalidade. Considerem, antes de mais, o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infidelidade conjugal e à degradação da moralidade. Não é preciso ter muita experiência para conhecer a fraqueza humana e para compreender que os homens – os jovens especialmente, tão vulneráveis neste ponto – precisam de estímulo para serem féis à lei moral e não se lhes deve proporcionar qualquer meio fácil para eles eludirem a sua observância. É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada.”

“Pense-se ainda seriamente na arma perigosa que se viria a pôr nas mãos de autoridades públicas, pouco preocupadas com exigências morais. Quem poderia reprovar a um governo o fato de ele aplicar à solução dos problemas da coletividade aquilo que viesse a ser reconhecido como lícito aos cônjuges para a solução de um problema familiar? Quem impediria os governantes de favorecerem e até mesmo de imporem às suas populações, se o julgassem necessário, o método de contracepção que eles reputassem mais eficaz? Deste modo, os homens, querendo evitar dificuldades individuais, familiares, ou sociais, que se verificam na observância da lei divina, acabariam por deixar à mercê da intervenção das autoridades públicas o setor mais pessoal e mais reservado da intimidade conjugal.”

O Papa Montini expõe quatro consequências principais advindas da adoção generalizada dos métodos contraceptivos: (1) queda generalizada dos padrões morais; (2) um aumento na infidelidade e ilegitimidade; (3) a redução das mulheres a objetos utilizados para satisfação dos homens; e (4) coerção governamental em matérias envolvendo reprodução.

Aparentemente, nenhum destes pontos é-nos estranho. Examinemo-los:

– Queda generalizada dos padrões morais. Mais do que padrões morais sendo derrubados, a própria existência de verdades morais objetivas vem sendo seriamente questionada nestes tempos de “ditadura do relativismo” em que vivemos. Os princípios de bem e mal são lentamente abolidos; ao invés, adota-se cada vez mais um princípio pragmático de pensamento: as ações do homem deveriam ser pautadas não pelo que é certo ou errado, mas pelo que é útil e vantajoso para o momento. As consequências passam até mesmo dos limites toleráveis, a ponto de lermos na Internet verdadeiras “apologias” de práticas vergonhosas, como a pedofilia. Contra estes, levanta-se o profeta Isaías: “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (Is 5, 20).

Amargam o que é doce, também, aqueles que desnaturam o ato conjugal, doação íntima dos esposos, vivendo a sexualidade como uma mera busca de prazer. Ainda na Humanae Vitae Paulo VI explica que esta condenação da contracepção artificial “está fundada sobre a conexão inseparável que Deus quis e que o homem não pode alterar por sua iniciativa, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriador” (n. 12). Em nosso tempo, porém, estes dois significados parecem ter se divorciado. Mais: para muitos, nem mesmo o aspecto unitivo do ato conjugal é levado em conta, sendo substituído por uma “pseudounião”, uma doação momentânea, limitada à esfera da libido. Estes relacionamentos mais efêmeros – que podem durar uma só noite até – são cultuados, também por nosso governo. Basta assistir as propagandas confeccionadas para o tempo do Carnaval.

– Um aumento na infidelidade e ilegitimidade. Bom, falar de infidelidade no mundo contemporâneo é praticamente proibido, já que a noção de compromisso vem praticamente caindo em ostracismo. Mas, nos casos em que este ainda existe, está fragilizado por um generalizado desprezo pela virtude da castidade. Assim, se ainda não ocorreu por parte de um dos cônjuges uma traição de fato, certamente algum “já adulterou com ela [outra] em seu coração” (Mt 5, 28). Há casais que ainda vivem o amor entre si e lutam para viver a fidelidade, mas infelizmente o quadro geral é bem outro. A cultura pornográfica e hedonista de nosso século estimula a poligamia e incentiva os homens a evitarem o casamento, fazendo com que a própria instituição familiar entre em crise.

– A redução das mulheres a objetos utilizados para satisfação dos homens. Basta ouvir um pouquinho as músicas que fazem sucesso nas danceterias e nos bailes ultimamente… O funk é, por excelência, a música de coisificação da mulher – como também várias letras do axé. Em uma, ela é cachorra e “fica de quatro na mesa”; noutra, canta que está a disposição do homem com um “quero te dar”; nalgumas, não é tratada nem mesmo como mulher (só se ouve a referência ao seu órgão sexual, nada mais).

Essas músicas não são ouvidas por todos, é verdade. Mas são retratos de uma dura realidade: as mulheres não estão sendo devidamente respeitadas. Muitas mesmo não se dão ao devido respeito, se vestindo vulgarmente, se comportando indecentemente… No Carnaval esta sentença encontra seu ápice. Os desfiles das escolas de samba estão repletos de mulheres seminuas, dançando tanto para quem está na Sapucaí quanto para quem está em casa.

– Coerção governamental em matérias envolvendo reprodução. A China é o melhor exemplo do que um Estado totalitário, aliado a um neomalthusianismo sem escrúpulos, pode fazer. No país, prevalece, desde os anos 70, a Política do Filho Único. Os casais que ousam ter mais de um filho são punidos com multas altíssimas (isto quando o governo não obriga que a criança seja cruelmente privada de seu direito de viver).

Em nosso país, já começou a iniciativa de distribuir camisinhas nas escolas, iniciando as nossas crianças e adolescentes precocemente no mundo do sexo – isto sem falar das cartilhas vergonhosas que são distribuídas com o financiamento das autoridades públicas. Ora, então você sugere que evitemos a educação sexual em sala de aula? Sugiro que o tema seja abordado, mas de forma a se manter o pudor, pois sabemos muito bem que nem todos os pais concordam com esta política contraceptiva agressiva de nosso governo. O alerta do Papa Pio XII soa bastante conveniente neste momento de nossa história:

“O pudor sugere ainda aos pais e educadores os termos apropriados para formar, na castidade, a consciência dos jovens. Evidentemente, como lembrávamos há pouco numa alocução, ‘este pudor não se deve confundir com o silêncio perpétuo que vá até excluir, na formação moral, que se fale com sobriedade e prudência dessas matérias’. Contudo, com freqüência demasiada nos nossos dias, certos professores e educadores julgam-se obrigados a iniciar as crianças inocentes nos segredos da geração duma maneira que lhes ofende o pudor. Ora, nesse assunto tem de se observar a justa moderação que exige o pudor.” (Sacra Virginitas, n. 57).

Justa moderação! É por nos furtamos de observar esta justa moderação da qual fala o Venerável Pio XII que experimentamos hoje os frutos amargos de uma educação permissiva e irresponsável. É por desprezarmos os conselhos de Paulo VI que hoje observamos uma generalizada “degradação da moralidade” e dos bons costumes… É, é forçoso para muitos reconhecer, mas “é hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção”.

Graça e paz.

Salve Maria Santíssima!

Fonte:
http://beinbetter.wordpress.com/2012/02/18/as-profecias-da-humanae-vitae-de-paulo-vi/

POR QUE TODOS ESTÃO FALANDO DE VAMPIROS?

É preciso estar no mundo da lua para não perceber a frequência com que os vampiros aparecem na cultura popular atual:

Um dos programas de televisão mais populares dos últimos anos foi “Buffy, a Caça-Vampiros” (Buffy, the Vampire Slayer). O livro de Anne Rice, “Crônicas do Vampiro” (Vampire Chronicles), continua sendo amplamente lido. O canal HBO apresenta atualmente um programa sobre vampiros chamado “True Blood”. Wesley Snipes protagonizou “Blade”, uma série de três longa-metragens sobre vampiros. E um dos filmes de maior sucesso ultimamente é “Crepúsculo” (Twilight): uma história de amor entre adolescentes mortais e vampiros. Como explicar esse interesse permanente nesta matéria?

É óbvio que a astuta apresentação do mercado tem muito a ver com o sucesso desses programas, porém, creio que existam também outras razões. Na ordem espiritual há uma lei, semelhante à lei da conservação de energia, que expresso desta maneira: “quando se suprime o sobrenatural, o ser humano busca expressá-lo de uma forma indireta ou distorcida”. Nos últimos 50 anos, temos presenciado a atenuação da visão bíblica do mundo, que em alguns ambientes foi totalmente suprimida.

Em outras oportunidades, queixei-me do Secularismo entediante e sem graça que simplesmente põe de lado tudo o que é espiritual, o sobrenatural e o transcendente. Esta separação da dimensão religiosa é incentivada pela cultura do consumismo que nos ensina de mil maneiras que o prazer sensual e a riqueza material são as chaves da felicidade. Para a mentalidade secular, Deus é, quando muito, uma força distante e indiferente; Jesus, um guru; e a vida eterna, uma infantil fantasia.

No entanto, pela lei que expressei acima, o sobrenatural não pode ser suprimido. Instintivamente se procura a Deus e um mundo que transcenda o âmbito da experiência comum; somos naturalmente preparados para isso e por isso o nosso desejo – deformado pela cultura que nos cerca – produz uma versão distorcida dessa transcendência, uma espécie de espiritualidade de segunda categoria. É aí que surge na cultura o mundo dos vampiros! Apreciemos uma característica deste universo alternativo:

Longe de beber o sangue das suas vítimas, o que distingue os vampiros é a imortalidade: eles retornam da morte e são eternamente jovens. Embora a ideologia materialista que nos rodeia insista que não somos nada além de animais bastante inteligentes que se dissolvem na morte, no fundo sabemos que somos mais do que isso. Em nós existem – como disse Cleópatra na obra de Shakespeare – “nostalgias imortais”, pois somos ligados – queiramos ou não – ao Deus eterno que existe fora do tempo. Quando se suspende o sentimento religioso da imortalidade, produzimos estas raras alternativas imaginárias, como esses vampiros que não podem morrer. Digo “alternativa” porque a autêntica imortalidade não tem nada a ver com a vida sem fim neste mundo; ao contrário, tem mais a ver com ser transportado para fora do tempo, para o âmbito eterno de Deus. Contudo, quando estamos espiritualmente vazios, a alternativa mórbida do mundo dos vampiros nos fascina.

Há pouco tempo, encontrei uma frase magnífica de Anne Rice, a autora que mencionei acima e que escreveu uma série de novelas que iniciaram toda esta moda de vampiros. Ela dizia que o personagem de Louis, o gênio torturado entrevistado em sua já famosa primeira novela, é uma evocação de muitos amigos que ela teve nas décadas de 1960 e 1970, pessoas mergulhadas na miasma do secularismo pós-cristão. Como o vampiro da estória, não podiam encontrar a saída para a sua situação. A angústia existencial do vampiro de Anne Rice corre em paralelo com a angústia da geração secular, sedenta de todas as coisas que a sua cultura lhes negou. E o que torna a observação de Anne Rice mais fascinante é que ela mesma encontrou o caminho através da miragem secularista de sua geração e chegou, assim, em Cristo. Há apenas 10 anos, Anne Rice reencontrou-se com a vívida imaginação e a profundidade intelectual da fé de sua juventude e, a partir de então, tem dedicado o seu trabalho totalmente ao Senhor. Até agora publicou dois volumes de uma série sobre a vida de Jesus, contada em 1ª pessoa, e seu texto mais recente é o começo de uma nova série de novelas sobre os anjos. Também garantiu que, apesar dos pedidos de muitos dos seus admiradores, nunca mais voltará a escrever outra novela sobre vampiros. O que me resulta fascinante aqui é que quem tornou “chique” os vampiros conseguiu passar desta falsa visão do sobrenatural para adotar com entusiasmo a verdadeira visão.

O Catolicismo de Anne Rice me recorda o Catolicismo que desempenha um papel importante na novela original de Bram Stocker sobre Drácula. Stoker, um irlandês do século XIX, inseriu a sua lenda dentro da narrativa do pecado, da graça e da redenção. No relato de Stoker, Drácula havia amaldiçoado a Deus e caiu em uma condição infernal (o que explica a sua aversão ao Crucifixo). O professor Van Helsing, um cientista e fiel devoto (sim, definitivamente é possível ser ambos!), ajuda o vampiro a encontrar a salvação. Nesta novela, os temas católicos abundam: a Eucaristia, a Missa, a Vida Eterna etc. Com efeito, no final do século XIX era possível encontrar o relato de vampiros dentro do marco da História Cristã. O que encontramos hoje é um triste declínio, onde os contos de vampiros são o pálido substituto de um robusto Cristianismo.

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O Pe. Robert Barron é autor de “Why Is Everyone Crazy About Vampires?” (Por que Todos estão Loucos pelos Vampiros?), publicado pela Catholic New World, de 19.10.2009. Foi ordenado em 1986 pela Arquidiocese de Chicago. Possui Mestrado em Filosofia pela Universidade Católica da América e Doutorado em Teologia pelo Instituto Católico de Paris. É professor de Teologia Sistemática na Universidade de St. Mary of the Lake, Mundelein Seminary. É autor de: “And Now I See: A Theology of Transformation” (Agora eu Enxergo: uma Teologia de Tranformação), “Thomas Aquinas: Spiritual Master” (Tomás de Aquino: Mestre Espiritual), “Heaven in Stone and Glass: Experiencing the Spirituality of the Great Cathedrals” (Paraíso em Pedra e Vidro: experimentando a espiritualidade das grandes catedrais), “Eucharist (Catholic Spirituality for Adults)” (Eucaristia – Espiritualidade Católica para Adultos), “Priority of Christ” (A Prioridade de Cristo), “Toward a Postliberal Catholicism” (Rumo a um Catolicismo Pós-Liberal) e “Word on File: Proclaiming the Power of Christ” (Palavra no Arquivo: Proclamando o Poder de Cristo). Utiliza o seu canal no YouTube para atingir uma maior audiência, oferecendo valiosas lições de uma fé viva pela indicação de coisas que podemos aprender a partir da observação de personagens populares da TV e do cinema.

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Paz e Bem!

Por Pe. Robert Barron – Fonte: http://voxfidei.blogspot.com/ (06/02/12)
Tradução: Carlos Martins Nabeto

 

 

 

 

 

 

 

 

SACRIFÍCIO DE AMOR

Se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor. Jesus Cristo é o nosso sumo sacerdote e o seu precioso corpo é o nosso sacrifício, que ele ofereceu no altar da cruz para a salvação de todos os homens. O sangue derramado por nossa redenção não era de novilhos e bodes (como na antiga Lei), mas do inocentíssimo cordeiro, Cristo Jesus, nosso Salvador.

O templo onde nosso sumo sacerdote ofereceu o sacrifício não era feito por mãos humanas, mas edificado unicamente pelo poder de Deus. Porque ele derramou seu sangue diante do mundo, que é na verdade o templo construído só pela mão de Deus. Este templo tem duas partes: uma é a terra que agora habitamos; a outra ainda é desconhecida por nós mortais.

Jesus Cristo ofereceu seu primeiro sacrifício aqui na terra quando padeceu a morte crudelíssima. Em seguida, revestido da nova veste da imortalidade, com seu próprio sangue entrou no Santo dos Santos, isto é, no céu, onde apresentou diante do trono do Pai celeste aquele sangue de valor infinito, que derramara uma vez para sempre por todos os homens cativos do pecado.

Este sacrifício é tão agradável e aceito por Deus que, logo ao vê-lo, não pode deixar de compadecer-se de nós e derramar a sua misericórdia sobre todos os que estão verdadeiramente arrependidos. É, além disso, um sacrifício eterno. Não é oferecido apenas uma vez cada ano (como acontecia

entre os judeus), mas cada dia para o nosso consolo, e ainda mais, a cada hora e a cada momento, para nosso conforto e nossa alegria. Por isso o Apóstolo acrescenta: “Obtendo uma eterna redenção”. (Hb 9,12).

Deste santo e eterno sacrifício, participam todos os que experimentaram a verdadeira contrição e arrependimento dos pecados cometidos, e tomaram a inabalável resolução de não mais voltar aos vícios antigos e de perseverar com firmeza no caminho das virtudes a que se consagraram. É o que ensina São João com estas palavras: “Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto ao Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro”. (1Jo 2,1-2).

Paz e Bem!

Fonte: Dos Comentários sobre os Salmos, de São João Fisher, bispo e mártir (Ps 129:Opera omnia,edit.1579,p.1610 – Séc. XVI).

 

 

O JUSTO SÃO JOSÉ

 

 

 

 

 

 

 

O JUSTO SÃO JOSÉ

“Ah! São José, homem casto, homem fiel, a tua pureza eu quero ter pra agradar a Deus…” Uma alma transparente é uma alma que vive permanentemente na presença de Deus, comungando de todas as suas graças; assim é o testemunho de São José, pai adotivo de Jesus, que assumiu conscientemente pela fé a missão revelada por Deus em sonho, crida e aceita por ele, esse extraordinário homem de Deus, simples em tudo, por isso mesmo não duvidou de nada, mas manteve-se em estado de graça guardando o depósito da revelação divina em seu coração.

De fato, quem vive neste mundo fazendo a vontade de Deus não perde nenhuma de suas graças, porque humildemente sabe cooperar com o Senhor em seus desígnios de amor e salvação e isso o faz pela obediência amorosa, participando diretamente da história da Redenção de toda humanidade.

São José é esse homem que quer ver a Deus, morar com Deus, viver tudo o que Deus quer que ele viva, por isso, o Senhor o escolheu para recebê-lo em sua humanidade e viver intensamente com ele, o “Filho do Homem”, como Jesus dizia-se de si mesmo, concedendo-lhe tão sublime privilégio. E mesmo em sua fragilidade e pobreza, José soube viver como ninguém sua vocação, que recebeu juntamente com Maria, de cuidar do Filho de Deus neste mundo. José e Maria presenciaram também o primeiro milagre na vida de Jesus, sua concepção e nascimento pela ação do Espírito Santo, Ele, o Deus conosco, Emanuel, princípio e fim de todas as coisas.

Deus não precisa aprender nada, pois é Onisciente, mas a humildade do Seu Filho Jesus, quis aprender de José, o humilde carpinteiro de Nazaré, sua profissão, pois era chamado, “o filho do carpinteiro”. E assim na humilde carpintaria numa convivência pura de quem do céu desceu para fazer-se um de nós, conviveu na companhia de José e de sua Mãe, a Virgem Maria, nos dando a certeza que podemos viver o céu ainda aqui na terra como família santa, onde a graça de Deus Pai tudo comanda…

Jesus, Maria e José nossa família vossa é…

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

 

 

A VERDADEIRA LIBERDADE

A VERDADEIRA
LIBERDADE

A vida tem sempre uma surpresa agradável para nós a
cada instante, basta sabermos vivê-la bem, como Deus quer; porque o
tempo que temos é curto e a liberdade é uma conquista; o tempo passa e a
liberdade só é liberdade mesmo quando nos encontramos em Deus como o
rio que se encontra no Mar.

Que todo o nosso tempo e fazer seja
para nossa santificação, assim teremos sempre tempo de paz, alegria e
graça diante do Senhor, porque ele será tempo de redenção; será também
consolo e bem estar para aqueles que fazem parte de nossa vida.

A
verdadeira liberdade consiste em vivermos cheios do Espírito Santo de
Deus, pois é por meio Dele que o céu se encontra dentro de nós, “porque
onde Deus está, aí está o céu”, e o Seu santo modo de agir. Quem vive de
acordo com a Vontade de Deus, experimenta os efeitos dela em sua vida e
não troca suas delícias por nada deste mundo.

Não viva a vida
como se ela te pertencesse, mas como uma dádiva de Deus para a Sua maior
glória, assim o teu testemunho te tornará um autêntico filho do Reino
dos Céus.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

SIMPLESCIDADE E CONVIVÊNCIA

A UNIVERSIDADE E O MICRO-VESTIDO

Pe. Zezinho, scj

Como não poderia deixar de ser, sobrou para os católicos o conflito começado pela jovem Geisy Arruda, 20 anos, com a sua Universidade. Não sei como a London, a Upckins e a Berkeley tratariam do caso, mas sei que o problema era com ela e a comunidade Uniban de Santo André. Estudei nos Estados Unidos e sei que lá as universidades reagem a provocações de cunho social ou moral. Quebra de decoro vai contra os estatutos. Quem estuda lá tem um compromisso. A Universidade que suspendeu seis a oito alunos por causa do tumulto, expulsou-a. Entende que ela causou conscientemente aquela reação. Os alunos se dividiram entre apoiadores e apupadores.

Mas alguns provedores na Internet, entre eles o Google News, deram um jeito de falar do país da tanga e da quase nudez nas praias e da nossa maioria católica. De repente, sobrou para nós católicos, como se nos países evangélicos ou pentecostais tais comportamentos fossem tolerados. Mesmo que Geisy fosse de comunhão diária, os católicos não têm absolutamente culpa alguma no que aconteceu naquele recinto sagrado de cultura e de conhecimento. A Igreja Católica não é a favor da expulsão de uma estudante que errou ao trazer à cena de maneira negativa numa instituição digna de crédito, mas também não é a favor de Geisy Arruda, que admite ter errado ao passar dos limites daquela casa.

Já que fomos citados, opinemos sobre o que houve naquela universidade e o que pensam os católicos. Não é preciso nem que os bispos, nem o Papa se pronunciem. Qualquer católico que foi ordenado para ensinar a doutrina sabe a resposta. Micro-vestidos mais as formas da mulher. Sabemos o que isso causaria numa comunidade muçulmana. Sabemos dos limites até nas mais tolerantes instituições do Ocidente. A depender do local e do ambiente, a mulher que quase se despe, exceto nas passarelas, sabe muito bem o que causa. Temos uma cultura cristã e muitas igrejas, não apenas a católica, desaprovam a excessiva exposição do corpo humano de ambos, homem e mulher. Um homem que desfilasse de calças excessivamente reveladoras receberia a mesma desaprovação.

Talvez devamos, todas as igrejas, desenvolver uma catequese do corpo e do seu uso. Ela anda esquecida. Vende-se e expõe-se o corpo com enorme facilidade como se ele fosse um produto dissociado da pessoa. Ele seria um objeto e a pessoa o sujeito que o usa, vende, ou aluga. Nada mais errado! Para a grande maioria das religiões a pessoa humana é sagrada e o corpo não é apenas um adendo. É sagrado porque a pessoa é sagrada. Creu-se que Deus criou o ser humano, então o ser humano prestará contas a ele do que faz no e com o seu corpo. Se o usa para ganhar dinheiro, provocar ou desafiar, a instituição provocada tem o direito de reagir. Como reagirá, já são outros quinhentos, mas ficar impassível, ela não pode. Universidade não é passarela. Há lugares outros para quem quer revelar o corpo ou provocar pessoas. Não é preciso ser crente em Deus para saber que há limites para um traje. Cristão, muçulmano, judeu ou ateu, quem pensa sabe que há limites para a convivência. Não se faz o que se quer numa comunidade.

Já que lá fora falaram dos católicos e da nossa cultura, pois, então, saibam todos que de uma católica, e não sabemos se Geisy o é, espera-se que se porte e saiba o que vestir numa universidade ou numa igreja. A Igreja tem, sim o direito e o dever de orientar. A Universidade tem , sim o direito de reagir e censurar. Não é necessário expulsar. Mas a moça deve ser chamada às falas. Se ela fez o que quis e para alguns até virou heroína e vítima, a Universidade também se sentiu vítima. Alguém desafiou suas leis. O protocolo do Palácio do Planalto teria o que dizer, se uma funcionária se vestisse daquela forma.

Estive em Aparecida no domingo, dia 8 de novembro. Entre os fiéis que me reconheceram e vieram pedir a minha bênção estavam duas moças de mini-vestido. Fiz uso do momento para oferecer a elas uma catequese de padre católico. Perguntei, sem ofendê-las, se tinham trazido no ônibus alguma calça comprida e uma blusa mais longa para participarem da missa. Uma delas baixou os olhos, pediu desculpas e disse que sim. Perguntei se, com a minha bênção, eu poderia pedir que não usassem aquela roupa lá no templo. Concordaram sem conflito. Tornei a vê-las no mesmo lugar onde estava meu carro. Estavam de calça comprida. Toquei-lhes o nariz como fazem os idosos meio tio velho e meio avô e disse:

– Assim, sim!

Não foi preciso expulsá-las de Aparecida… Imagino que alguém da Uniban tenha feito o mesmo. Se fez, erro da moça. Se não fez, erro da Uniban.

Referência: Qualquer coisa de novo – Pe. Zezinho

SENTIMENTO & AMOR

SENTIMENTO & AMOR

 

Puro sentimento é aquele que nasce
da nossa comunhão com Deus; quando na vida buscamos preencher os vazios de
nossas almas com o perceptível aos nossos olhos, no mais das vezes, ficamos
como que a ver navios, porque nossos sentidos são falhos e todo sentimento
gerado pelo perceptível aos nossos olhos passam mais que depressa.

 

Fora da graça de Deus, não existe
sentimento bom duradouro, porque só Deus é Bom e Fonte de todo Bem. Assim como
a luz não se acendo sem estar ligada à fonte geradora que alimenta o brilho de
sua iluminação; de igual modo, sem a graça santificante do amor de Deus nada
podemos, somos apenas lâmpadas sem brilho algum. Falou-lhes
outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em
trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8.12).

 

Todo sentimento precisa de cultivo
e cuidado adequados para perdurar; não podemos esquecer que a Fonte Geradora da
vida é Deus e somente Ele: Eu sou a videira
verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o
cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já
estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. (Jo
15,1-3).

 

Permanecei
em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não
permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não
permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e
eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
(Jo 15,4-5).

 

Os sentimentos passam, o amor não;
então, nunca confundamos amor com sentimentos, porque o amor vai muito mais além,
visto que o amor é a razão de ser da vida, pois o amor é imortal, nasce de Deus
e se confunde com o próprio Deus. Quando amamos conforme Deus nos ensina,
significa dizer que Deus mesmo alimenta esse amor; por isso, precisamos amar a
Deus acima de todas as coisas e com todas as nossas forças; e amar-nos uns aos
outros como a nós mesmos.

 

VEJAMOS AS FORMAS DE AMOR

 

AMOR CONJUGAL

 

O amor conjugal é vocação, chamado
que Deus faz aos seus filhos e filhas para se unirem por meio de sua benção e
assim se tornarem uma só carne.  Ora,
esse "amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os
componentes da pessoa – apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da
afetividade, aspiração do espírito e da vontade; O amor conjugal dirige-se a
uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só
carne, conduz a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e
a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre-se à fecundidade". (CIC
§ 1643). Embora esse amor seja temporal, isto é, até
que a morte os separe, os frutos que dele brotam perduram no tempo e por toda a
eternidade na prole gerada pela união física-sacramental.

 

AMOR AMIZADE

 

O amor amizade é fruto dos laços afetivos
que cultivamos junto àqueles com quem convivemos; é amor sem apego ou exigências,
não é preenchimento de carências ou algo sufocante, pelo contrário ele é solidário
e serviçal, pronto até pra dar a vida por seus amigos em defesa de suas vidas e
do seu bem estar. Vejamos o que diz a Sagrada Escritura sobre esse amor: O amigo ama em todo o tempo: na desgraça, ele se torna um
irmão. (Pr 17,17).

 

E ainda: Um
amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é
comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo
com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade;
quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma
excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.
(Eclo 6,14-17).

 

AMOR CARITATIVO-FRATERNAL

 

É esse amor vivido e praticado nas
mais diversas camadas de nossa sociedade; seja nas campanhas solidárias diante
das inúmeras tragédias que se abatem sobre nossa frágil humanidade; seja também
pelos mais diversos órgãos ou instituições que assistem os mais necessitados em
suas deficiências de ordem material, médica-psicológica e até mesmo jurídica.
Seja ainda em nossas comunidades religiosas nas mais diversas pastorais solidárias.
É como São Paulo ensina: Não nos cansemos de fazer o
bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos
tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé. (Gal 6,9-10).

 

E tem mais, em todas assas formas
nas quais o amor se revela, tem que sobressair o respeito mútuo profundo como
força motriz vinda do próprio Amor, impregnando nossos sentimentos, nos dando a
certeza da abundante felicidade que nos une.

 

Portanto, sentimento é sentimento;
mais que sentimento, o amor purifica todo o nosso ser e tudo o que somos, para
que os nossos sentimentos sejam sempre nobres e capazes de todo o bem.

 

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

 

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Nós que aqui estamos, recebemos do Senhor a missão de passarmos por entre as trevas deste mundo iluminados pela Luz do Espírito Santo. A caminho do Reino dos Céus, testemunhamos a Sua presença em nosso viver, uma vez que, por permanecermos Nele, somos os reveladores de sua vontade em meio às criaturas todas.

Ser testemunha do Senhor é acompanhá-lo nesta trajetória de vida eterna, revestidos da santidade e justiça que Ele nos oferece para podermos suportar as cruzes diárias que advêm daqueles que não o conhecem ainda, como nós o conhecemos. Ora, como no Reino dos Céus nenhum copo d’água, isto é, nada, fica sem recompensa, é óbvio que o Senhor mesmo nos consola em todas as tribulações que suportamos.

Existem, porém, duas espécies de sofrimentos pelos quais passam os seres humanos na face da terra. O primeiro e mais terrível deles é o sofrimento advindo do próprio pecado; nessa espécie de sofrimento não há consolação, mas somente condenação, pois, quem o comente o faz contrariando a própria natureza que Deus criou.

Porque tudo o que Deus faz é bom e todas as suas criaturas foram destinadas a praticarem o bem e nunca o mal; não viver essa dimensão da existência é incorrer em erro grave e perder-se a si mesmo por não seguir o caminho traçado pelo Senhor, pois, todos serão julgados um dia pela lei da liberdade e ai daqueles que forem julgados pelo mal que praticou, pois o Senhor abomina aqueles que se dão ao mal.

Eis o que está escrito no Salmo 5,5-7: “Não sois um Deus a quem agrade a iniqüidade, não pode o mal morar convosco; nem os ímpios permanecer perante os vossos olhos. Detestais o que pratica a iniqüidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador”.

Já o segundo tipo de sofrimento é o sofrimento do justo. Este é sofrimento salutar que o santifica e o leva a experimentar as consolações do Senhor em meio às batalhas travadas contra o Mal e seus sequazes. Isto porque o Senhor jamais desampara uma filha ou filho seu em suas dores. Quem sofre porque é justo, inocente e puro, sabe que é grande a recompensa que o aguarda e sabe também que o Senhor lhe é solidário em todo sofrimento.

“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. (Mt 5,11-12).

Portanto, somos missionários passando por este mundo, testemunhando a glória dos justos, daqueles que servem a Deus incansavelmente, daqueles que fazem de sua vida um hino de louvor ao Senhor Todo Poderoso e Todo Misericordioso que nos ama e nos conduz para a realidade da Nova Criação.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

A vida em si não é vida sem a
presença amorosa de Deus que lhe dá curso e lhe proporciona um caminho a
percorrer, até que atinja a plenitude de ser e nada lhe falte. De fato, somos
obras de suas mãos e em nós só há satisfação real quando percorremos com amor
incondicional, esse caminho de perfeição traçado pelo Senhor que nos quer
eternamente consigo, pois, foi para isto que Ele nos fez.

A “imagem e semelhança” do
Senhor está gravada em nossas almas de forma tal que, se nos desviarmos dela,
seja por pensamentos, palavras, omissões ou qualquer outra atitude, jamais teremos
equilíbrio na vida; a não ser que voltemos à Ele por meio de arrependimento
sincero e confissão de nossas faltas, a fim de que sejamos perdoados de todos
os males praticados, porque sem Deus nada somos, nada temos e pouco ou nada
vivemos.

Logo, só há uma alternativa verdadeira, capaz de nos fazer seguir fielmente a trajetória traçada pelo Senhor: obedecê-LO em tudo até que chegue a plenitude do Reino e Sua Justiça.

Paz e Bem!