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JESUS-CRISTO

CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA!

Hoje Cristo ressuscitou e com Ele nós também ressuscitamos, essa é a grande certeza que Deus, nosso Pai, nos dá por meio da fé; certeza de uma vida feliz com Ele aqui e na eternidade para onde nos encaminha por Seu Filho Jesus Cristo e o Espírito Santo derramado em nossos corações.

De fato, nossa maior alegria é saber que a morte não tem mais poder sobre nós, porque o poder da ressurreição do Senhor a venceu e nos abriu as portas do paraíso, onde nos espera a herança eterna por uma vida de obediência e fidelidade, em resposta à bondade do Senhor, que nos outorgou em seu amor a liberdade dos justos, a paz dos eleitos, longe de todos os males e preconceitos deste mundo tenebroso.

Cristo Ressuscitou, aleluia! Cristo ressuscitou, aleluia! O Senhor ressuscitou para que vivamos nova vida por sua ressurreição. Eis o que nos ensinou São Paulo:”O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram. Sim, ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu. Por isso, nós daqui em diante a ninguém conhecemos de um modo humano. Muito embora tenhamos considerado Cristo dessa maneira, agora já não o julgamos assim. Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (2Cor 5,14-17).

Portanto, como eleitos de Deus pela ressurreição do Seu Filho, renovemos sem cessar o sentimento de nossa alma, revestindo-nos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. (cf. Ef 4,2-24).

Feliz Páscoa!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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POR AMOR DE CRISTO, PAULO TUDO SUPORTOU…

Das Homilias de São João Crisóstomo, bispo – (Hom. 2 de laudibus sancti Pauli: PG 50,447-480) (Séc.IV)

O que é o homem, quão grande é a dignidade da nossa natureza e de quanta virtude é capaz a criatura humana, Paulo o demonstrou mais do que qualquer outro. Cada dia ele subia mais alto e se tornava mais ardente, cada dia lutava com energia sempre nova contra os perigos que o ameaçavam. É o que depreendemos de suas próprias palavras: Esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está na frente (cf. Fl 3,13).

Percebendo a morte iminente, convidava os outros a comungarem da sua alegria, dizendo: Alegrai-vos e congratulai-vos comigo (Fl 2,18). Diante dos perigos, injúrias e opróbrios, igualmente se alegra e escreve aos coríntios: Eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições (2Cor 12,10); porque sendo estas, conforme declarava, as armas da justiça, mostrava que delas lhe vinha um grande proveito.

Realmente, no meio das insídias dos inimigos, conquistava contínuas vitórias triunfando de todos os seus assaltos. E em toda parte, flagelado, coberto de injúrias e maldições, como se desfilasse num cortejo triunfal, erguendo numerosos troféus, gloriava-se e dava graças a Deus, dizendo: Graças sejam dadas a Deus que nos fez sempre triunfar (2Cor 2,14).

Por isso, corria ao encontro das humilhações e das ofensas que suportava por causa da pregação, com mais entusiasmo do que nós quando nos apressamos para alcançar o prazer das honrarias; aspirava mais pela morte do que nós pela vida; ansiava mais pela pobreza do que nós pelas riquezas; e desejava muito mais o trabalho sem descanso do que nós o descanso depois do trabalho. Uma só coisa o amedrontava e fazia temer: ofender a Deus. E uma única coisa desejava: agradar a Deus.

Só se alegrava no amor de Cristo, que era para ele o maior de todos os bens; com isto julgava-se o mais feliz dos homens; sem isto, de nada lhe valia ser amigo dos senhores e poderosos. Com este amor preferia ser o último de todos, isto é, ser contado entre os réprobos, do que encontrar-se no meio de homens famosos pela consideração e pela honra, mas privados do amor de Cristo. Para ele, o maior e único tormento consistia em separar-se de semelhante amor; esta era a sua geena, o seu único castigo, o infinito e intolerável suplício.

Em compensação, gozar do amor de Cristo era para ele a vida, o mundo, o anjo, o presente, o futuro, o reino, a promessa, enfim, todos os bens. Afora isto, nada tinha por triste ou alegre. De tudo o que existe no mundo, nada lhe era agradável ou desagradável. Não se importava com as coisas que admiramos, como se costuma desprezar a erva apodrecida. Para ele, tanto os tiranos como as multidões enfurecidas eram como mosquitos. Considerava como brinquedo de crianças os mil suplícios, os tormentos e a própria morte, desde que pudesse sofrer alguma coisa por Cristo.

Responsório 1Tm 1,13b-14; 1Cor 15,9b

R. Consegui misericórdia porque agi por ignorância e na incredulidade;
* Mas a graça do Senhor foi em mim mais que abundante
com a fé e o amor que está em Jesus Cristo.

V. Não mereço ser chamado com o nome de apóstolo
pois cheguei a perseguir a Igreja do Senhor. *

Paz e Bem!

Fonte: http://www.liturgiadashoras.org/index.html (25/01/2012).