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o tempo

O TEMPO DO HOMEM E O TEMPO DE DEUS…

Existe um tempo, dois tempos, três tempos…
Mas todos os tempos são apenas o tempo…
Porque o tempo é existência que passa, que vai adiante…
Que não para nem mesmo quando o fim de uma história acontece…
Porque já chegou a eternidade para ela…
Pois a missão do tempo é nos levar para a eternidade mesmo…
E com toda certeza ele cumpre perfeitamente sua missão…

Deus é Eterno,
e criou o homem no tempo para a eternidade…
Ora, aquilo que para nós é temporário, para Deus não é…
Por isso, precisamos viver por Ele e para Ele todo tempo que temos…
E mais ainda, tudo o que para nós é mistério,
é plenamente conhecido por Deus…
Porque Ele que fez a essência de tudo o que existe…
E tudo o que existe, só existe porque Deus dá existência…

Todavia, não confunda o bem com o mal,
porque o mal não vem de Deus…
Antes, saiu Dele como bem, mas tornou-se mal…
e como mal se perpetuará…
E ai de quem o seguir na estrada da maldade…
Terá por castigo a mesma eternidade da maldade que impôs…

Então, precisamos ficar atentos…
Porque com o tempo e o bem que somos…
Deus nos deu também a capacidade de que dispomos…
Para trabalharmos com afinco a nossa salvação…
Por isso, precisamos aproveitar todo o tempo e capacidade…
Para nos firmarmos na verdade que fundamenta nossa vida em Deus…

E a verdade que fundamenta nossa vida é Cristo Jesus,
O Filho de Deus e da Virgem Maria…
Que disse um dia com suas Palavras Eternas:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vai ao Pai senão por mim”.
Assim é e sempre será, porque ninguém pode mudar o que Deus falou…

Com efeito, hoje vemos como num espelho…
Todavia, no dia eterno, veremos como tudo é em sua essência…
E o que hoje conhecemos com carência,
na eternidade conheceremos face a face…
Porque, na verdade, a nossa realidade natural…
é apenas o começo da Realidade Eterna que nos espera para ela…
Porque Deus que nos ama tudo dispôs para o nosso bem,
desde que o amemos acima de todas as coisas,
no cumprimento de sua vontade como convém…

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

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CRÔNICAS DE MINHA ALMA

PARA TUDO O QUE ACONTECE, HÁ RESPOSTA…

Em tudo na vida existe um sentido eterno; sem isto, a vida seria só um exercício para a morte. Porque aqui, naturalmente, tudo tende para um fim e este fim está sempre presente, dada a fragilidade de nossa natureza mortal. Todavia, somos mais do que aparentamos ser, porque, por Deus que nos criou, somos almas viventes, isto é, almas imortais a caminho da eternidade; tanto é assim que, em sã consciência, ninguém quer a morte; a não ser os mártires das causas justas e santas, caso contrário, fugimos da morte por mais que ela naturalmente se faça presente.

Ao criar-nos Deus tomou a iniciativa e nos comunicou todos os dons para permanecermos na vida conforme seus desígnios; por isso, nos comunicou também sua presença permanente e sua vontade para que nada nos faltasse. Qualquer coisa que buscamos fora de Deus, não é de Deus, mas sim loucura… E o que buscamos fora de Deus? Existe algo fora de Deus? Sim, existe o pecado…

Sem dúvida, com a vida recebemos também o livre arbítrio, porém, somente para fazer o bem, nunca para o mal. Ele é o poder que temos aqui de decidir o nosso devir (nosso vir a ser a cada instante e eterno); nele se encontra a manutenção de nossa liberdade ou a perca dela. Jesus nos ensinou que a liberdade é fruto da verdade, pois só é livre quem é verdadeiro em tudo o que pensa, vive e faz conforme a vontade do Senhor (cf. Jo 8,31-36). Ninguém vive por si mesmo e para si mesmo, pois se assim o fosse, seria o cúmulo do egoísmo; ora, no egoísmo não existe felicidade nem futuro promissor, porque toda forma de egoísmo é esterilidade perversa e abismo de solidão.

Ora, pensarmos que podemos algo sem Deus é a mais terrível das ilusões (cf. Gn 3,1-5). Porque pensarmos assim é pensarmos desligados do Senhor, que em seu infinito amor nos criou para sermos Um em comunhão com Ele (cf. At 17,28). A pior insensatez que há é não crer em Deus, é não amá-lo, é não glorifica-lo, é não adorá-lo, é não servi-lo. Pois só existimos porque Deus é infinitamente Bom e nos faz existir, quer obedeçamos a Ele ou não (cf. Mt 5,44-45). Porquanto, não crer em Deus é a maior de todas as injustiças que um ser pode cometer em toda criação.

Com efeito, o Livro de Sabedoria nos ensina: “Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos. A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado; o Espírito Santo educador (das almas) fugirá da perfídia, afastar-se-á dos pensamentos insensatos, e a iniquidade que sobrevém o repelirá”. (Sab 1,1-5).

Portando, na vida, o nosso único objetivo é encontrar Deus e permanecer Nele (cf. Is 55,6-11; Mt 6,24-34). Ninguém jamais viu a Deus, a não ser Jesus Cristo, o Seu Filho, ou aquele a quem o Filho o quiser revelar. Assim, quem ama Jesus e permanece nele, não somente ver a Deus, mas também convive intimamente com Ele, porque a união com Jesus pelo Espírito Santo na Eucaristia é perfeita união com Deus, nosso Pai. (cf. Jo 17,21-26; Jo 6,43-47.65).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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É AQUI QUE DEFINIMOS O DEVIR…

Essa dor dói demais, a dor da queda humana…
A dor de ver Deus não amado por suas criaturas…
A dor de ver o mal agir como se pudesse fazer isso…
A dor da impotência diante de tantas almas perdidas…
A dor doída, a dor da vida que se esvai sem sentido algum…

Ó homens todos, por que tão tolos em sua grande maioria?
Será que não discernem bondade de maldade?
Será que não percebem pelos efeitos os dejetos dos vícios?
Será que não experimentam o resultado maléfico de seus desvarios?
Será que são tão cegos assim? E como fica o devir?

Por que será que trocam o valor eterno da honestidade pela podridão da corrupção?
Não é porque deixam de fazer o que é verdadeiro e decidem pelo erro, pela mentira, mesmo sabendo que estão atentando contra a verdade?
Por que será que juram inocência mesmo diante das evidências que lhes desmascaram?
Não é porque têm aqueles que advogam com falácias seus abusos indefensáveis e a justiça não os pune, só porque são advogados?
Por que será? Quem está por trás de tamanhas injustiças?

Por que se dão às drogas entorpecentes e outros vícios abomináveis e não à paz das virtudes que Deus pôs em todos os corações?
Por que optam pelo ódio e não pelo amor?
Por que deixam a fé pela incredulidade?
Por que semeiam a discórdia, a divisão e não a compreensão e a solidariedade?

Por que deixam de se entregar a Deus pelas virtudes da obediência, da piedade, da penitência…; para se entregarem ao mal por toda espécie de comportamentos estúpidos, esdrúxulos, pervertidos?
Por que visam só os bens materiais; mesmo diante da fragilidade temporal que os fará sucumbir?
Por que não visam os bens eternos, um vez que nossas almas são imortais?
Oh! Quanta dor, Senhor, por se apartarem de Ti por nada…
Porque, o que há de bom fora de Deus? Nada…
Neste mundo, tudo sem Deus é insatisfação…
Eis a razão de tanta miséria, de tanta histeria, maldade, infelicidade, morte…

Ora, Deus é eterno e tudo cria para a eternidade…
Tudo o que existe, existe em função da eternidade…
Caso não vivamos essa verdade, tudo perde o sentido, até mesmo a morte…
Pois, por ela, vamos ao encontro definitivo do Senhor, no dia eterno, por isso, nada fica parado…
Porque tudo tem um fim atemporal mesmo que esteja ainda no tempo…
Porque é o tempo, com suas leis e movimentos recebidos de Deus, que nos leva para Deus…
Portanto, chegou o tempo de passar a limpo essa nossa humanidade…

A verdade, todos já conhecem, pois independentemente de Religião, raça, cor, seja lá o que for, Deus no-la revelou, quer naturalmente por suas obras, quer pela vinda de Seu Filho, Jesus Cristo…
“Pois, quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção”. (Gl 4,4-5).

“Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.
Ele nos manifestou o misterioso desígnio de sua vontade, que em sua benevolência formara desde sempre, para realizá-lo na plenitude dos tempos – desígnio de reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra”. (Ef 1,7-10).

Assim, ante a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus,
nenhuma criatura, humana ou angélica, poderá justificar-se ou ponderar de que não conheceu a Verdade tal qual ela É…
“Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus”.

“Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.
Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz.
Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus”.
(Jo 3,16-21).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

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